sábado, 24 de junho de 2017

Do que aquece

Trocou o filme pelo restaurante com telões, narrações e vibrações. 
Voltou, nostalgicamente, pra quando fazia isso num passado 
semi-distante: as comidas, os pulos, os abraços comemorativos.

Andou por 3 ou 4 quarteirões, com o mesmo apoio que andara também 
em outrora. Sentiu-se bem e feliz por revisitar aqueles comportamentos
tão aconchegantes que há tempos não se faziam presentes.

Pouco antes de dormir, sentiu o calor nas costas e 
entendeu, naquele exato momento, que o choro
de alguns dias antes não era unicamente pela 
falta em si (e nem unicamente pela repetição de gestos
similares) e sim pela ausência desse calor; calor que
não queima, calor morno, calor de fora pra dentro, calor suave.


Tão bom quanto o fogo que queima 
é o fogo brando que se faz acolhida
para a carne viva, em chamas.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Dos (a)braços que acolhem

No domingo, tudo o que eu mais queria era poder te ver. Te abraçar. Chorar nos teus braços e ser acalentada por ti.
Meu lado místico entende que você captou minha mensagem, pois recebi a ligação dizendo que você me esperava no parque.
Corri pra la...mas não te achei .
A vontade era de tropeçar em alguma pedra pra poder chorar ali mesmo.
Chorar por toda a dor.
Chorar por toda a ausência.
Chorar pelas coisas que não tem sentido algum de acontecer sem você.
Chorar por todo o peso que a saudade tem adquirido.

Hoje, voltei do almoço e não teve nada melhor que ver você ali, falando qualquer coisa que não importava tanto quanto o abraço que você se permitiu ganhar.

Conversas, conversas e conversas.

Um abraço teu
Dois abraços teus
Vários abraços teus.
Teu silêncio afetuoso em resposta as minhas lágrimas carregadas de dor e saudade.
Teu passar de mão nos meus braços como quem diz "vai ficar tudo bem".
Teu coração batendo forte mostrando tudo que você não consegue falar.
Tua respiração profunda, de quem precisa manter a calma e o controle naquele momento.

Teu olhar,  teus gesto, teu carinho mais sutil:
Eu amo!

Gratidão pela acolhida, por se fazer ninho.
Perdoa (qualquer coisa).
{23:20 - 19.6}

sábado, 17 de junho de 2017

Da tentativa (frustrada)

Ontem eu tentei mais uma vez. Sem você. 
De novo. De outra forma. Com coisas parecidas. Mas sem você.
Não é a mesma coisa. Não tem sentido. Não tem importância pós fato.
Falta você. Falta teu jeito. Falta tua presença. Falta teus olhos brilhando.
Falta teu sorriso. Falta o teu interesse sincero. Falta tua energia.
Falta você aqui, enxugando minhas lágrimas que caem pela tua ausência.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Do autocontrole

"Encontros são inevitáveis. É, já tinha pensado nisso em algum momento, só que ontem vivi um desses encontros malucos que nos acontecem vez ou outra. Era para ser, tenho certeza disso. Em meio a tantas possibilidades, apareceu você que, de comum acordo, só o gosto pelos animais. Não ligo para o seu sotaque, nem me dei o trabalho de perguntar se você era daqui ou de qualquer outro lugar. Me vi desinteressada no teu interesse e, depois de uns papos, tragos e cigarros, dei uma quedinha por você. Foi uma noite longa e de resistência. Não escutei direito sobre o quê você falou enquanto eu tentava dormir. Chega pra lá, querido, só estou cansada, quero dormir. Não sei o que houve, se te dei algo mais que atenção e o que diabos estava fazendo na sua cama. Só estava. Foda-se, me passa a batata e sai pra lá com esse cigarro barato. Tua conversa me atrai, mas tenho que ir embora. Nem um beijo, nenhuma vontade de recuo, mas sou meio capricórnio, entende? Resisto e finjo que não estou nem ligando. Chego em casa, repenso no que houve, no que não houve e no que nunca haverá. Essa coisa louca que nós somos não vai passar disso. Como sei? Eu não sei. Mas é preciso. Não ta dando para arriscar no momento, apesar de você ser tentador. Por essas e outras que vamos continuar na casualidade de uma relação amigável. Porquê, meu caro, passando disso é muito perigoso. E ainda sou muito nova para me queimar em um fogo que não se apagará tão facilmente. Até terça."

Escrito por Mona Saunders
Madrugada de domingo
pra segunda-feira

domingo, 21 de maio de 2017

Da lentidão como algo bom

Ontem eu tive outro estalo!
Dessa vez o tempo não parou, a voz não sumiu, eu não me ausentei do lugar físico em que estava. Pelo contrário: tudo ali estava vivo, vivo demais, real demais, palpável demais.

Ontem eu fui convidada a ir devagar, "sem pressa".
Aceitei o convite. Devagar. Devagar (também) se vai ao longe.
Todas as perguntas foram respondidas positivamente.

Antes, lá no início de tudo, eu não tinha ideia de como deveria ser.
Com o passar do tempo, aprendi a ser devagar apenas por instantes e ágil na maior parte do tempo.
Não tenho do que reclamar, pelo contrário: sempre foi maravilhoso!

Mas ontem, apenas ontem, recebi o convite de ser diferente.
"Devagar, sem pressa".
E eu fui! E foi diferentemente muito bom.

Olha esse caramujo aproveitando essa flor!
Olha a poesia na lentidão das coisas!
Sente, lentamente!


{dos textos que terminam por não ter
 como dizer mais do que já foi dito}

sábado, 20 de maio de 2017

Dos achados

Hoje de manhã eu fui a uma roda de capoeira; longe, sem conhecer o grupo, apenas na confiança de que não estava indo sozinha.
O contra mestre, organizador do evento, ficou conversando comigo por alguns instantes. No meio de sua fala, ele disse: "porque é muito difícil conseguir juntar alguém com a didática que lhe agrade e, ao mesmo tempo, ter uma amizade legal com o mestre/contra-mestre/professor e é isso que faz com que a capoeira não seja algo mecânico e sim uma família.

Quando o contra mestre estava falando sua frase supracitada, eu estava sorrindo (por dentro e por fora).

Hoje tivemos rodas de capoeira.
E foi um dia de alegria (e muito axé)
Gratidão aos envolvidos.

sábado, 13 de maio de 2017

De hoje

- Pontualidade;
- Encantamento com a jardineira;
- Alegria com os itens de perfumaria;
- Sorriso grande com os chocolates;
- Gratidão, Gratidão, Gratidão;
- Ansiedade divertida com a espera na praça;
- Surpresa pela não permanência na praça;
- Curiosidade controlada com o novo destino;
- Tranquilidade e aceitação de que os cachorros não iam pra cima das comidas;
- Demonstração de afeto;
- Felicidade com todos os quitutes;
- Perplexidade com a quantidade de comida;
- Vegan Day
- Jogo de capoeira;
- Banho de sol;
- Sorrisos;
- Descanso;
- Água de emoções;
- Conversas animadas;
- Cócegas;
- Limpeza facial;
- Controle dos impulsos;
- Consenso natural para ir embora e ir ao próximo destino;
- Escuta atenciosa;
- Gratidão, Gratidão, Gratidão;
- Despedida tranquila;
- Ligação inesperada;
- Pedido surpreendente;
- Preocupação e cuidado com a chegada;
- Atitude prudente e mais responsável;
- Dia Feliz!!!!!

Feliz ciclo novo, com todo o Amor do mundo =)