domingo, 21 de maio de 2017

Da lentidão como algo bom

Ontem eu tive outro estalo!
Dessa vez o tempo não parou, a voz não sumiu, eu não me ausentei do lugar físico em que estava. Pelo contrário: tudo ali estava vivo, vivo demais, real demais, palpável demais.

Ontem eu fui convidada a ir devagar, "sem pressa".
Aceitei o convite. Devagar. Devagar (também) se vai ao longe.
Todas as perguntas foram respondidas positivamente.

Antes, lá no início de tudo, eu não tinha ideia de como deveria ser.
Com o passar do tempo, aprendi a ser devagar apenas por instantes e ágil na maior parte do tempo.
Não tenho do que reclamar, pelo contrário: sempre foi maravilhoso!

Mas ontem, apenas ontem, recebi o convite de ser diferente.
"Devagar, sem pressa".
E eu fui! E foi diferentemente muito bom.

Olha esse caramujo aproveitando essa flor!
Olha a poesia na lentidão das coisas!
Sente, lentamente!


{dos textos que terminam por não ter
 como dizer mais do que já foi dito}

sábado, 20 de maio de 2017

Dos achados

Hoje de manhã eu fui a uma roda de capoeira; longe, sem conhecer o grupo, apenas na confiança de que não estava indo sozinha.
O contra mestre, organizador do evento, ficou conversando comigo por alguns instantes. No meio de sua fala, ele disse: "porque é muito difícil conseguir juntar alguém com a didática que lhe agrade e, ao mesmo tempo, ter uma amizade legal com o mestre/contra-mestre/professor e é isso que faz com que a capoeira não seja algo mecânico e sim uma família.

Quando o contra mestre estava falando sua frase supracitada, eu estava sorrindo (por dentro e por fora).

Hoje tivemos rodas de capoeira.
E foi um dia de alegria (e muito axé)
Gratidão aos envolvidos.

sábado, 13 de maio de 2017

De hoje

- Pontualidade;
- Encantamento com a jardineira;
- Alegria com os itens de perfumaria;
- Sorriso grande com os chocolates;
- Gratidão, Gratidão, Gratidão;
- Ansiedade divertida com a espera na praça;
- Surpresa pela não permanência na praça;
- Curiosidade controlada com o novo destino;
- Tranquilidade e aceitação de que os cachorros não iam pra cima das comidas;
- Demonstração de afeto;
- Felicidade com todos os quitutes;
- Perplexidade com a quantidade de comida;
- Vegan Day
- Jogo de capoeira;
- Banho de sol;
- Sorrisos;
- Descanso;
- Água de emoções;
- Conversas animadas;
- Cócegas;
- Limpeza facial;
- Controle dos impulsos;
- Consenso natural para ir embora e ir ao próximo destino;
- Escuta atenciosa;
- Gratidão, Gratidão, Gratidão;
- Despedida tranquila;
- Ligação inesperada;
- Pedido surpreendente;
- Preocupação e cuidado com a chegada;
- Atitude prudente e mais responsável;
- Dia Feliz!!!!!

Feliz ciclo novo, com todo o Amor do mundo =)

terça-feira, 9 de maio de 2017

Da genética (ou Daquele gene dominante que age como duplo recessivo em você)

Você cresce sabendo o que aconteceu, vendo a história se repetir na sua geração e deseja que aquilo não lhe aconteça.
Você se esforça pra que não lhe aconteça e, por uma perspectiva (que é aquela que mais importa) você consegue fazer com que não aconteça.
Você vê a historia se repetindo, mais uma vez, e continua firme no proposito de não deixar acontecer com você.
Você sabe que já aconteceu com você antes (por uma outra perspectiva, que importa(va) menos), mas você não ligava (tanto).
Hoje você liga, ainda liga menos para essa perspectiva secundaria que para a perspectiva principal...mas você liga!
Você deixou acontecer pela primeira vez, nesses últimos tempos, por alimentar uma leve ilusão de que "não era bem assim" (mas, sejamos sinceras, você sabia que era assim, sim).
Acabou acontecendo de novo! Você tinha um discurso pronto para impedir que acontecesse, mas não o fez. Você tinha a possibilidade de parar a história no meio (ou no começo mesmo, não é?), mas não o fez. Você ainda teve a opção de respirar fundo e evitar, mas você respirou fundo e foi...

Fim do espetáculo, você vai para os bastidores e fica pensando por que está participando dessa história. Você lembra da genética, do meio em que viveu, dos exemplos que teve durante toda a vida, de tudo que você abominou mas que nunca abominou por completo.
Te foi dito, ainda ontem, que esse olhar sob a genética pode ser uma forma de te prender ou de te libertar, dependendo de como você vai usar aquilo pelo que passou na vida.

Fazer o papel principal nessa peça, te trás muitas responsabilidades e é por isso que você não quer, não aceita e nunca procurou ocupar essa posição.
Fazer o papel secundário te trás o pensamento quase errôneo de que a responsabilidade é menor.

Lembra: o papel principal só atua na presença dos secundários; tua presença é quase tão importante quanto a outra.


Você sabe que não vai lembrar disso; pelo menos, não enquanto
estiver em cima do palco, mas é importante deixar registrado.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Das músicas autorais

Já passa da meia noite.
terminei de ver um filme qualquer que estava salvo no HD e comecei a abrir umas pastas, de modo aleatório. Pulei as pastas de fotos, porque já tinha visto outro dia...fui descendo para os arquivos soltos e cheguei nas músicas autorais.
Achei que conseguiria ouvir apenas com um sorriso saudoso no rosto, mas não consegui.
As lagrimas apareceram já nos primeiros acordes de "Me ouviu", seguiram com "Quando o sol se pôr" e perderam -totalmente- o controle com "Filho pródigo".
Ainda consigo cantar todas e lembro de quando elas foram apresentadas: janeiro de 2015, com o violão na mão e um caderno de anotações ao lado. Os sorrisos e olhos brilhando de admiração também estavam presentes e se contrapunham à hesitação e timidez.

As músicas são tão significativas.
O filme na minha mente é tao claro e lúcido...
Respiro profundamente, na tentativa de expandir meu coração e fazer com que o sentimento vindo com a musica se dilua dentro dele. Tentativa não alcançada: o sentimento não se dilui, ele domina todo o espaço por onde deveria se perder.

Há uma Luz forte que aparece, no meu lado direito, quando eu fecho os olhos.
Que ela se expanda. Que as músicas voltem a fazer sentido. Que a Vida também.

{8.5 - 00:45}

terça-feira, 2 de maio de 2017

Do trabalha'dor

Eu me mudei nesse primeiro de maio. Juro que não foi de caso pensado [não no sentido filosófico da coisa], mas que data mais certeira, não é?
Primeiro de maio, dia do trabalhador
Trabalha'dor
Trabalha a dor

e, olha, não foi fácil trabalha-la.

Cada coisa colocada nas caixas me trazia lembranças.
As roupas dobradas com cuidado; os perfumes; os utensílios da cozinha; os papeis (ahhhh, os papeis!!!); os gadgets; os livros (e as dedicatórias); os sabonetes; os artigos espiritualistas...

Cada cômodo desocupado me trazia lembranças.
Os banhos quentes no banheiro; os filmes regados a pizza, pasteis e pipoca no quarto; o corredor com a cadeira encostada na parede; a sala com tantas surpresas e conversas e jantares e danças e estudos; a cozinha com os aromas e felicidade; a área de serviço com os questionamentos irônicos sobre o Shaman e Leona; o escritório, com as meditações, o silêncio e incensos acesos. Apenas o segundo quarto não me trás boas lembranças e sensações.

Ver aquele imóvel vazio doeu bastante...trabalhador, trabalha'dor, trabalha a dor.

Trabalho, todos os dias.
{2.5 - 13:54}

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Da insuficiência

eu acabei de ler um texto que fala que a cura da vida é o Amor.
não foi o primeiro texto e, com certeza, não será o último.
enquanto pensava nisso, lembrei que tem músicas que falam disso também.... e lembrei de "Baba Nam Kevalam". estou ouvindo agora...uma gravação direto do Visão Futuro, naquela sala de meditação.
sabe, todos esses textos, que chegam a mim, que falam do Amor como cura universal, ainda me tocam tanto e me doem tanto. eu só consigo sentir que por mais que eu tenha tentado contribuir com a tua cura, eu não consegui plenamente.
que por mais que eu tenha dado o meu melhor, ele não foi o suficiente.
que por mais que eu tenha me esforçado para ser melhor, não foi o suficiente.
todas as tentativas, todas elas, não foram suficientes.
toda a entrega, todo o cuidado, toda a doação, não foram suficientes.
...

BABA NAM KEVALAM
(ouve?)