domingo, 31 de dezembro de 2017

Do ano que passou

2017!

Um ano cheio de aprendizados, de perdas, de conquistas, de novos conhecimentos, de buscas intermináveis e de auto-conhecimento.
Um ano que marcou pelo crescimento: nas condutas, no trabalho, na capoeira, nas interações, nas amizades.
Um ano intenso nas experiencias, em todas as experiências.



Que 2018 seja de pura (continuação da) transformação.




"O Fogo transforma na força da minha vontade
O Fogo transforma no brilho do meu esplendor
O Fogo transforma no calor do meu Amor.
Fogo cantar, Fogo dançar, Fogo que brilha em Mim"



{Que a Energia transformadora de Shiva se faça presente S2}

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Da compreensão

"Eu te compreendo!"
Essa frase te soa muito familiar, não é?!
Acabou que eu nunca ouvi o áudio por completo...acho que nunca cheguei nem na metade dele.
Quando você me perguntou se eu havia gostado, eu respondi que não tinha escutado todo porque ele não me tocava como tocou você...porque eu nunca me vi na situação que você se via, precisando de tanta compreensão como você precisava quando escutou esse áudio pela primeira vez.

Eu nunca pude te dizer isso ao vivo, mas eu te compreendo. Juro que te compreendo. Eu sei que parece que não. Eu sei que todas as coisas que eu te falava (e que eu ainda posso vir a te falar algum dia) provam o contrario, eu sei!!! Mas, acredita: eu te compreendo.

Lembra das visões que você me falava que tinha? Dos significados que elas tinham? De como você traduzia cada detalhe, cada simbolo?! Eu não estava lá, mas eu consigo ver cada luminária daquele lugar, cada árvore com Luz Divina e cada pedra daquele castelo onde você se encontrou com o seu "outra você" (não, não há erros de português aqui!).

Eu te compreendo porque eu cometo o mesmo erro que você. Talvez em menor proporção. Talvez com menor gravidade... Não importa! O que importa é que erramos do mesmo jeito. Caímos no mesmo erro de sempre. Andamos um tempo na linha e desandamos em algum momento. As vezes é só um tropeço, as vezes é um dia todo...as vezes até paramos de contar o tempo. Deixamos os princípios de lado. Deixamos a racionalidade de lado e vamos, apenas vamos. Não precisa de motivos reais. Não precisa de grandes coisas. Um simples desejar e já estamos lá. É tudo tão fácil, não é?
Depois a gente se arrepende, depois a gente promete que não vai errar de novo, depois a gente assume nossa falha praqueles que -não importa como- apontam o dedo em nossa direção. Depois... Sempre depois, sempre depois que a gente erra (mais uma vez!).

Eu te compreendo porque errei antes de ontem, depois de muitas semanas sem errar. E errei ontem também e hoje chutei o balde completamente.
Todas as vezes que cometo meus erros eu penso em você. Eu visualizo você cometendo os seus. Eu imagino o quanto você sofre durante e depois.

Hoje, nas minhas conversas semanais, eu falei que estava melhor; mas ainda consigo me conectar, ainda consigo sentir seus sentimentos, ainda consigo sentir muito.
Volta alguns passos! Sai do teu erro! Lembra das mãos. Lembra da energia. Se prende a ... ... ... não importa a que, só importa que seja algo bom.

Há gotas de sal em mim e o Shaman lambe, do jeito que só você deixava ele lamber.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Dos Cristais

27 de Novembro!!!

Poderia ser o marco de mais um ciclo completo, mas este último foi interrompido.
Poderia (deveria?!) ser um ciclo pra vida toda, mas:

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra

Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.

Eu precisei sair do caminho porque elas continuaram lá.
Entre tantas pedras, tão caras e sem valor, havia também os cristais. 
Eles - tão belos, tão fortes, tão marcantes e expressivos, tão cheios de significados, tão puros - permanecem cravados aqui.

Às vezes, eles ficam encobertos pela terra dos novos caminhos experimentados.
Às vezes, o vento da saudade tira essa terra e derrama água salgada por cima, deixando-os mais brilhantes e vívidos.
Às vezes, a visão panorâmica do cenário permite vê-los misturados com as pedras: temos uma explosão! 
Fumaça. Brilho. Perigo. Segurança. Certezas. Dúvidas. Entrega. Reclusão. Presença. Sumiço. Calor. Frio. Fome. Prazer. Claridade. Escuridão. Silêncio. Barulho. Preto&Cinza. Vermelho&Verde.

Cristais são sempre lindos.
Que somente eles permaneçam.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Do habitat natural

O contato!!! com a natureza, as águas, os animais, o ar, as plantas e as pessoas.
A magia do lugar, o encanto com as pedras,  com a energia, com o ritmo lento.
A água quente, o chão firme, o açaí de qualidade, o som dos pássaros.
A conversa com os hippies, com as companheiras de quarto, com os companheiros de aventura.
O olhar de encanto para cada parte que se olhava, o sorriso nos lábios por cada expressão divina encontrada, a felicidade de estar presente no momento.

A Gratidão, pelo final de semana inesquecível.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Das formas e formas

 
~ A questão é que quando é bom, é MUITO bom 
e quando é ruim, é MUITO ruim. {F, R.}

~ Eu sei que você até que tem lidado "bem" (...)
mas é impressionante que toda vez eu sinto 
uma especie de inconformação {S, E.}

~ Porque, mesmo querendo fazer o bem,
acabou-se causando o mal.  {M, V.}

That some make it, mistake it
(Que alguns conseguem, alguns erram)
Some force and some will fake it
(Alguns forçam e alguns irão fingir)
I never meant to let you down
(Mas eu nunca quis te magoar)
Some fret it, forget it
(Alguns se preocupam, alguns esquecem)
Some ruin and some regret it
(Alguns estragam tudo e alguns se arrependem)
I never meant to let you down
(Mas eu nunca quis te magoar)
I never meant to let you
(Eu nunca quis te deixar)
I never meant to let you down
(Eu nunca quis te magoar)
I never meant
(Eu nunca quis)

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Dos espaços

Ei, vem cá, me conta como está sendo essa correria. Me conta como estão sendo esses dias de trinta e seis horas totalmente preenchidos.
Você percebe que não há mais tempo para aquilo que chamávamos de nós? Para todos os planos e ideias que tínhamos em conjunto? Para aquele descanso básico de 10 minutinhos na cama olhando pro teto (sim, eu sei que virava meia hora, uma hora e -as vezes- até a madrugada inteira)
Sim, claro, eu sei que tudo é uma questão de prioridade e que -quando a gente quer- a gente consegue se organizar pra fazer todas as coisas que queremos...mas olha esses dias de seminário, olha as coisas que abrimos mão para que pudéssemos aproveitar ao máximo os momentos que aproveitamos.
Não, claro que não foi ruim; foi MA-RA-VI-LHO-SO. Mas, consegue perceber que aquilo não somos nós em nossas rotinas?!
Não há mais espaço, percebe?

Vem cá, me conta como é passar o dia com a mente ocupada; planejando, organizando, fazendo propaganda, dirigindo de uma cidade para outra. Me conta quantos segundos leva pra você desfocar o pensamento e as emoções de nós dois e se focar novamente nos seus planos, nas suas metas, nos seus desejos mais ambiciosos.

Eu sei que você olha pra mim e pensa que minha vida é super ocupada, super cheia de atividades, de afazeres, não é?! Não, não é! Tirando as aulas que tenho a noite e a caminhada que faço depois dela, não há um só momento em que eu esteja entregue 100% ao presente. As oito horas de trabalho sempre conseguem se transformar em séculos naquele exato momento em que eu paro e penso nas coisas (nas boas e nas ruins).
Em casa, seja lendo um livro, vendo Netflix ou organizando algo, eu consigo me conectar com o passado. Lamento e ainda me culpo. Eu sei da sua gratidão e eu sou grata também.

{...}
[texto interrompido]

Lembra que, independente de qualquer coisa,
o sentimento Maior permanece. SEMPRE.

YLI

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Do (para o) além

Foram sete meses, de calendário.
pareceram sete anos
pareceram sete dias

Foi um final de semana.
pareceu perfeito

A entrega, a ausência de medo momentânea, as certezas, os olhares, os toques, os outros toques, os sorrisos.

A ausência de panos quentes, a saudade, a vontade, o reencontro, os ombros, o coração desenhado, a reconexão física.

A submissão recíproca, o presente (tão grande), as mãos dadas, os sorrisos com os olhos, o calor sentido por todos os lados, o prazer sentido várias vezes.

A água quente, o cuidado, a lentidão, a admiração, as frases especiais, a finalização de sempre.

O descanso, o calor ameno, a respiração, o abraço que não se desfaz por horas.

(O êxtase individual por meio do olhar profundo)

À Poesia.
Ao Amor.

GRATIDÃO.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Do acordo cumprido

Demorou (mais de) dez anos até que fosse cumprido.
Algo que não havia mais muita esperança de que fosse ocorrer.
Algo que sempre era lembrado em meio às conversas.
Algo que "era tudo brincadeira" (mas sempre (nunca) foi, não?!).

Praia e banho de mar, água de coco e esfirras.
Há uma música de fundo; mas, em pouquíssimo tempo, ela deixa de ser escutada.
Vê-se um brilho, encontra-se um ar de pura satisfação: parabéns, foi tudo bem sucedido.

Nunca se saberá o "como teria sido se fosse". Mas sabe-se o que se ganhou pelos anos passados.
Em uma palavra escutada: Mágico.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Da exposição

Os dedos coçaram a tarde toda para escrever algo.
"Deixe coçar", foi o conselho dado (e posto em prática).
Uma pergunta no final da tarde. Uma resposta. Uma confissão.
"Fale agora", foi a percepção.
Os dedos dispararam. Tudo aquilo já falado pra terceiros, foi falado diretamente. Os pensamentos, as sensações, os medos, as vontades, as falhas, as perguntas em forma de afirmações. Foi uma hora de escrita, com poucas interrupções.
"Se apresse para não se atrasar", foi o lembrete mental.
Despediu-se. Recebeu uma despedida que parecia não deixar espaço para a posteridade.
"Aproveite"
{Texto inacabado.
Madrugada de 3ª pra 4ª
Escrito após uma semana de silêncio}

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Do deserto

O choro continua não aliviando.
As lágrimas vem lá de dentro, rasgando todo o corpo, a alma e a esperança de que um dia conseguirá se recompor.

Faz uma pausa, fecha os olhos e respira, tentando fazer com que doa menos; acaba doendo mais.

As pausas em meio ao silêncio sempre fazem com que doa mais.

Já faz dias que desejava chorar, mas procurara se controlar...seguir em frente, andar (com rumo).


Não há mais foco visível! Não há estímulos! Não há razões!

Todo o conhecimento espiritualista está no porão, em desuso, empoeirado, esquecido.
As técnicas, as práticas, as vivências: tudo dentro de uma caixa fechada, com pequenas frestas quase que insignificantes.

(praticamente) Nada mais é memorável. Os episódios apenas passam, as cortinas se fecham, as luzes se apagam e não há ninguém no camarim para compartilhar.


Há um deserto, amplamente espaçoso (parece não ter fim). A areia é pálida, não há pegadas visíveis, não há placas indicativas, não há mapa; apenas a vastidão do vazio é perceptível.


O filme passa várias e várias vezes. um apanhado dos melhores momentos ... dos piores também. Dos mais emocionantes, dos mais bonitos, dos mais singelos, dos mais agonizantes, dos mais tristes, dos mais temerosos! O deserto comporta todos os trailers existentes.


As músicas, os diálogos, os gestos, as comidas ... antes tão cheios de sentido, tornaram-se voláteis.


O silêncio [inexplicável] de dias e o medo dele se tornar eterno nessa existência.


O sumiço das palavras, engolidas pelas areias do deserto!

domingo, 13 de agosto de 2017

Da falta de ar


Wherever you are
You know that I adore you
No matter how far
Well I can go before you
And if ever you need someone
Well not that you need help in
But if ever you want someone
You know that I am willing

Oh, and I don't want to change you
I don't want to change you
I don't want to change your mind
I just came across a manger
Out among the danger somewhere
In the stranger's eye

Wherever you go
I can always follow
I can feed this real slow
If it's a lot to swallow
If you just wanna be alone
I can wait without waiting
If you want me to let this go
I am more than willing

Oh, cause I don't want to change you
I don't want to change you
I don't want to change your mind
I just came across a manger
Out among the danger somewhere
In the stranger's eye

Oh, and I don't want to change you
I don't want to change you
I don't want to change your mind
I just came across a manger
Out among the danger somewhere
In the stranger's eye

I've never been with anyone
In the way I've been with you
But if love is not for fun, then it's doomed
'Cause water races, water races down
The waterfalls
Water races, water races down
The waterfalls

And I don't want to change you
I don't want to change you
I don't want to change your mind
I just came across a manger
Where there is no danger
Where love has eyes, it's not blind

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Das plantas

Sabe as trepadeiras? O que elas fazem parece meio mágico; mas, na verdade, elas só estão se agarrando em qualquer superfície que encontram ... indo em direção à luz


{Do filme "De onde eu te vejo"}

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Do acolhimento

04:40 da manhã.
Acordou às 7h do domingo, mas conseguiu ficar na cama até as 9:30.
Teve uma crise no sábado a noite. Foi salva por um convite para ver a final do masculino de vôlei (Brasil X França).
No domingo recebeu a ligação que há tempos não recebia. Foi na praça. Chorou. Abraçou. Deu e recebeu afeto. Desabafou e recebeu acolhimento. Levou Amor e houve reciprocidade.
Aprendeu o significado de saudade, de ausência, de tempo perdido por embates inúteis, de aperto na alma, de razão e emoção que se contradizem.
Voltou pra casa tarde e, embora tenha se gastado muita energia, acaba de virar uma noite em claro.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Dos convites (e das escolhas)

Última quinta feira do mês, dia de roda. Sua grande amiga aparece pra te prestigiar e te chama pro teatro no dia seguinte. Você aceita. Peça de teatro. Sanduíche vegano. Outro convite. Você nega. Piadas. Fotos. Um pedido. Você aceita (quase que instantaneamente). Conversas. Arrumações. Uma pergunta. Você aceita. Sugestões. São aceitas. Entardecer a céu aberto. Outro convite. Você nega. Mesmo convite. É negado. Conversas. Outro convite. Você aceita. Mas depois nega. Está tudo bem!

Gratidão! (pros sim's e pros não's)

sábado, 24 de junho de 2017

Do que aquece

Trocou o filme pelo restaurante com telões, narrações e vibrações. 
Voltou, nostalgicamente, pra quando fazia isso num passado 
distante: as comidas, os pulos, os abraços comemorativos.

Andou por 3 ou 4 quarteirões, com o mesmo apoio que andara também  
em outrora. Sentiu-se bem e feliz por revisitar aqueles comportamentos 
tão aconchegantes que há tempos não se faziam presentes.

Pouco antes de dormir, sentiu o calor nas costas e 
entendeu, naquele exato momento, que o choro 
de alguns dias antes não era unicamente pela 
falta em si (e nem unicamente pela repetição de gestos 
similares) e sim pela ausência desse calor; calor que 
não queima, calor morno, calor de fora pra dentro, calor suave.


Tão bom quanto o fogo que queima 
é o fogo brando que se faz acolhida
para a carne viva, em chamas.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Dos (a)braços que acolhem

No domingo, tudo o que eu mais queria era poder te ver. Te abraçar. Chorar nos teus braços e ser acalentada por ti.
Meu lado místico entende que você captou minha mensagem, pois recebi a ligação dizendo que você me esperava no parque.
Corri pra la...mas não te achei .
A vontade era de tropeçar em alguma pedra pra poder chorar ali mesmo.
Chorar por toda a dor.
Chorar por toda a ausência.
Chorar pelas coisas que não tem sentido algum de acontecer sem você.
Chorar por todo o peso que a saudade tem adquirido.

Hoje, voltei do almoço e não teve nada melhor que ver você ali, falando qualquer coisa que não importava tanto quanto o abraço que você se permitiu ganhar.

Conversas, conversas e conversas.

Um abraço teu
Dois abraços teus
Vários abraços teus.
Teu silêncio afetuoso em resposta as minhas lágrimas carregadas de dor e saudade.
Teu passar de mão nos meus braços como quem diz "vai ficar tudo bem".
Teu coração batendo forte mostrando tudo que você não consegue falar.
Tua respiração profunda, de quem precisa manter a calma e o controle naquele momento.

Teu olhar,  teus gesto, teu carinho mais sutil:
Eu amo!

Gratidão pela acolhida, por se fazer ninho.
Perdoa (qualquer coisa).
{23:20 - 19.6}

sábado, 17 de junho de 2017

Da tentativa (frustrada)

Ontem eu tentei mais uma vez. Sem você. 
De novo. De outra forma. Com coisas parecidas. Mas sem você.
Não é a mesma coisa. Não tem sentido. Não tem importância pós fato.
Falta você. Falta teu jeito. Falta tua presença. Falta teus olhos brilhando.
Falta teu sorriso. Falta o teu interesse sincero. Falta tua energia.
Falta você aqui, enxugando minhas lágrimas que caem pela tua ausência.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Do autocontrole

"Encontros são inevitáveis. É, já tinha pensado nisso em algum momento, só que ontem vivi um desses encontros malucos que nos acontecem vez ou outra. Era para ser, tenho certeza disso. Em meio a tantas possibilidades, apareceu você que, de comum acordo, só o gosto pelos animais. Não ligo para o seu sotaque, nem me dei o trabalho de perguntar se você era daqui ou de qualquer outro lugar. Me vi desinteressada no teu interesse e, depois de uns papos, tragos e cigarros, dei uma quedinha por você. Foi uma noite longa e de resistência. Não escutei direito sobre o quê você falou enquanto eu tentava dormir. Chega pra lá, querido, só estou cansada, quero dormir. Não sei o que houve, se te dei algo mais que atenção e o que diabos estava fazendo na sua cama. Só estava. Foda-se, me passa a batata e sai pra lá com esse cigarro barato. Tua conversa me atrai, mas tenho que ir embora. Nem um beijo, nenhuma vontade de recuo, mas sou meio capricórnio, entende? Resisto e finjo que não estou nem ligando. Chego em casa, repenso no que houve, no que não houve e no que nunca haverá. Essa coisa louca que nós somos não vai passar disso. Como sei? Eu não sei. Mas é preciso. Não ta dando para arriscar no momento, apesar de você ser tentador. Por essas e outras que vamos continuar na casualidade de uma relação amigável. Porquê, meu caro, passando disso é muito perigoso. E ainda sou muito nova para me queimar em um fogo que não se apagará tão facilmente. Até terça."

Escrito por Mona Saunders
Madrugada de domingo
pra segunda-feira

domingo, 21 de maio de 2017

Da lentidão como algo bom

Ontem eu tive outro estalo!
Dessa vez o tempo não parou, a voz não sumiu, eu não me ausentei do lugar físico em que estava. Pelo contrário: tudo ali estava vivo, vivo demais, real demais, palpável demais.

Ontem eu fui convidada a ir devagar, "sem pressa".
Aceitei o convite. Devagar. Devagar (também) se vai ao longe.
Todas as perguntas foram respondidas positivamente.

Antes, lá no início de tudo, eu não tinha ideia de como deveria ser.
Com o passar do tempo, aprendi a ser devagar apenas por instantes e ágil na maior parte do tempo.
Não tenho do que reclamar, pelo contrário: sempre foi maravilhoso!

Mas ontem, apenas ontem, recebi o convite de ser diferente.
"Devagar, sem pressa".
E eu fui! E foi diferentemente muito bom.

Olha esse caramujo aproveitando essa flor!
Olha a poesia na lentidão das coisas!
Sente, lentamente!


{dos textos que terminam por não ter
 como dizer mais do que já foi dito}

sábado, 20 de maio de 2017

Dos achados

Hoje de manhã eu fui a uma roda de capoeira; longe, sem conhecer o grupo, apenas na confiança de que não estava indo sozinha.
O contra mestre, organizador do evento, ficou conversando comigo por alguns instantes. No meio de sua fala, ele disse: "porque é muito difícil conseguir juntar alguém com a didática que lhe agrade e, ao mesmo tempo, ter uma amizade legal com o mestre/contra-mestre/professor e é isso que faz com que a capoeira não seja algo mecânico e sim uma família.

Quando o contra mestre estava falando sua frase supracitada, eu estava sorrindo (por dentro e por fora).

Hoje tivemos rodas de capoeira.
E foi um dia de alegria (e muito axé)
Gratidão aos envolvidos.

sábado, 13 de maio de 2017

De hoje

- Pontualidade;
- Encantamento com a jardineira;
- Alegria com os itens de perfumaria;
- Sorriso grande com os chocolates;
- Gratidão, Gratidão, Gratidão;
- Ansiedade divertida com a espera na praça;
- Surpresa pela não permanência na praça;
- Curiosidade controlada com o novo destino;
- Tranquilidade e aceitação de que os cachorros não iam pra cima das comidas;
- Demonstração de afeto;
- Felicidade com todos os quitutes;
- Perplexidade com a quantidade de comida;
- Vegan Day
- Jogo de capoeira;
- Banho de sol;
- Sorrisos;
- Descanso;
- Água de emoções;
- Conversas animadas;
- Cócegas;
- Limpeza facial;
- Controle dos impulsos;
- Consenso natural para ir embora e ir ao próximo destino;
- Escuta atenciosa;
- Gratidão, Gratidão, Gratidão;
- Despedida tranquila;
- Ligação inesperada;
- Pedido surpreendente;
- Preocupação e cuidado com a chegada;
- Atitude prudente e mais responsável;
- Dia Feliz!!!!!

Feliz ciclo novo, com todo o Amor do mundo =)

terça-feira, 9 de maio de 2017

Da genética (ou Daquele gene dominante que age como duplo recessivo em você)

Você cresce sabendo o que aconteceu, vendo a história se repetir na sua geração e deseja que aquilo não lhe aconteça.
Você se esforça pra que não lhe aconteça e, por uma perspectiva (que é aquela que mais importa) você consegue fazer com que não aconteça.
Você vê a historia se repetindo, mais uma vez, e continua firme no proposito de não deixar acontecer com você.
Você sabe que já aconteceu com você antes (por uma outra perspectiva, que importa(va) menos), mas você não ligava (tanto).
Hoje você liga, ainda liga menos para essa perspectiva secundaria que para a perspectiva principal...mas você liga!
Você deixou acontecer pela primeira vez, nesses últimos tempos, por alimentar uma leve ilusão de que "não era bem assim" (mas, sejamos sinceras, você sabia que era assim, sim).
Acabou acontecendo de novo! Você tinha um discurso pronto para impedir que acontecesse, mas não o fez. Você tinha a possibilidade de parar a história no meio (ou no começo mesmo, não é?), mas não o fez. Você ainda teve a opção de respirar fundo e evitar, mas você respirou fundo e foi...

Fim do espetáculo, você vai para os bastidores e fica pensando por que está participando dessa história. Você lembra da genética, do meio em que viveu, dos exemplos que teve durante toda a vida, de tudo que você abominou mas que nunca abominou por completo.
Te foi dito, ainda ontem, que esse olhar sob a genética pode ser uma forma de te prender ou de te libertar, dependendo de como você vai usar aquilo pelo que passou na vida.

Fazer o papel principal nessa peça, te trás muitas responsabilidades e é por isso que você não quer, não aceita e nunca procurou ocupar essa posição.
Fazer o papel secundário te trás o pensamento quase errôneo de que a responsabilidade é menor.

Lembra: o papel principal só atua na presença dos secundários; tua presença é quase tão importante quanto a outra.


Você sabe que não vai lembrar disso; pelo menos, não enquanto
estiver em cima do palco, mas é importante deixar registrado.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Das músicas autorais

Já passa da meia noite.
terminei de ver um filme qualquer que estava salvo no HD e comecei a abrir umas pastas, de modo aleatório. Pulei as pastas de fotos, porque já tinha visto outro dia...fui descendo para os arquivos soltos e cheguei nas músicas autorais.
Achei que conseguiria ouvir apenas com um sorriso saudoso no rosto, mas não consegui.
As lagrimas apareceram já nos primeiros acordes de "Me ouviu", seguiram com "Quando o sol se pôr" e perderam -totalmente- o controle com "Filho pródigo".
Ainda consigo cantar todas e lembro de quando elas foram apresentadas: janeiro de 2015, com o violão na mão e um caderno de anotações ao lado. Os sorrisos e olhos brilhando de admiração também estavam presentes e se contrapunham à hesitação e timidez.

As músicas são tão significativas.
O filme na minha mente é tao claro e lúcido...
Respiro profundamente, na tentativa de expandir meu coração e fazer com que o sentimento vindo com a musica se dilua dentro dele. Tentativa não alcançada: o sentimento não se dilui, ele domina todo o espaço por onde deveria se perder.

Há uma Luz forte que aparece, no meu lado direito, quando eu fecho os olhos.
Que ela se expanda. Que as músicas voltem a fazer sentido. Que a Vida também.

{8.5 - 00:45}

terça-feira, 2 de maio de 2017

Do trabalha'dor

Eu me mudei nesse primeiro de maio. Juro que não foi de caso pensado [não no sentido filosófico da coisa], mas que data mais certeira, não é?
Primeiro de maio, dia do trabalhador
Trabalha'dor
Trabalha a dor

e, olha, não foi fácil trabalha-la.

Cada coisa colocada nas caixas me trazia lembranças.
As roupas dobradas com cuidado; os perfumes; os utensílios da cozinha; os papeis (ahhhh, os papeis!!!); os gadgets; os livros (e as dedicatórias); os sabonetes; os artigos espiritualistas...

Cada cômodo desocupado me trazia lembranças.
Os banhos quentes no banheiro; os filmes regados a pizza, pasteis e pipoca no quarto; o corredor com a cadeira encostada na parede; a sala com tantas surpresas e conversas e jantares e danças e estudos; a cozinha com os aromas e felicidade; a área de serviço com os questionamentos irônicos sobre o Shaman e Leona; o escritório, com as meditações, o silêncio e incensos acesos. Apenas o segundo quarto não me trás boas lembranças e sensações.

Ver aquele imóvel vazio doeu bastante...trabalhador, trabalha'dor, trabalha a dor.

Trabalho, todos os dias.
{2.5 - 13:54}

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Da insuficiência

eu acabei de ler um texto que fala que a cura da vida é o Amor.
não foi o primeiro texto e, com certeza, não será o último.
enquanto pensava nisso, lembrei que tem músicas que falam disso também.... e lembrei de "Baba Nam Kevalam". estou ouvindo agora...uma gravação direto do Visão Futuro, naquela sala de meditação.
sabe, todos esses textos, que chegam a mim, que falam do Amor como cura universal, ainda me tocam tanto e me doem tanto. eu só consigo sentir que por mais que eu tenha tentado contribuir com a tua cura, eu não consegui plenamente.
que por mais que eu tenha dado o meu melhor, ele não foi o suficiente.
que por mais que eu tenha me esforçado para ser melhor, não foi o suficiente.
todas as tentativas, todas elas, não foram suficientes.
toda a entrega, todo o cuidado, toda a doação, não foram suficientes.
...

BABA NAM KEVALAM
(ouve?)

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Do estalo

Uma pequena demonstração dos toques do berimbau.
Toque um, toque dois, toque ... minha mente teve um estalo!
Passaram milhares de coisas ao mesmo tempo. Tão rápido e tão real que eu não consegui visualizar tudo ao mesmo tempo.
Parei. Não havia mais toque de berimbau. Não havia mais fala. Não havia mais horário.
Havia, unicamente, meu cérebro e minha alma tentando acompanhar aquele fluxo de energia que surgiu como se fosse do nada e tomou conta de tudo (em mim).
Nenhum raciocínio se concretizou. Nenhuma ideia se formou claramente naqueles instantes. Mas o estalo ficou. A sensação de que algo havia mudado estava presente.
A realidade voltou. O som do berimbau voltou. O barulho da cidade grande voltou. A fala voltou. A consciência voltou praquele momento físico.
A sensação continuava dentro do estalo ainda não identificado.
Nesse exato momento, são 01:39, vem flashes do passado. Nenhuma relação concreta com o estalo daquela manhã.
O estalo daquela manhã ...
Estalo compartilhado com uma, duas, três pessoas. Todas comemoraram, mesmo ele não tendo sido explicado perfeitamente por mim....era mais um processo que se iniciava, foi o que eles pensaram [provavelmente] e, sim, era!
Por que? Por que? Por que?
Ainda não fez nem um mês do episodio e a lembrança é simplesmente que houve um momento de ausência de consciência para com a nossa realidade "normal".

...

Quantas repetições [ou situações parecidas com a] desse momento são necessárias para o estalo ser compreendido em sua plenitude?

Gratidão, Jack Sparrow