segunda-feira, 17 de julho de 2017

Das plantas

Sabe as trepadeiras? O que elas fazem parece meio mágico; mas, na verdade, elas só estão se agarrando em qualquer superfície que encontram ... indo em direção à luz


{Do filme "De onde eu te vejo"}

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Do acolhimento

04:40 da manhã.
Acordou às 7h do domingo, mas conseguiu ficar na cama até as 9:30.
Teve uma crise no sábado a noite. Foi salva por um convite para ver a final do masculino de vôlei (Brasil X França).
No domingo recebeu a ligação que há tempos não recebia. Foi na praça. Chorou. Abraçou. Deu e recebeu afeto. Desabafou e recebeu acolhimento. Levou Amor e houve reciprocidade.
Aprendeu o significado de saudade, de ausência, de tempo perdido por embates inúteis, de aperto na alma, de razão e emoção que se contradizem.
Voltou pra casa tarde e, embora tenha se gastado muita energia, acaba de virar uma noite em claro.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Dos convites (e das escolhas)

Última quinta feira do mês, dia de roda. Sua grande amiga aparece pra te prestigiar e te chama pro teatro no dia seguinte. Você aceita. Peça de teatro. Sanduíche vegano. Outro convite. Você nega. Piadas. Fotos. Um pedido. Você aceita (quase que instantaneamente). Conversas. Arrumações. Uma pergunta. Você aceita. Sugestões. São aceitas. Entardecer a céu aberto. Outro convite. Você nega. Mesmo convite. É negado. Conversas. Outro convite. Você aceita. Mas depois nega. Está tudo bem!

Gratidão! (pros sim's e pros não's)

sábado, 24 de junho de 2017

Do que aquece

Trocou o filme pelo restaurante com telões, narrações e vibrações. 
Voltou, nostalgicamente, pra quando fazia isso num passado 
distante: as comidas, os pulos, os abraços comemorativos.

Andou por 3 ou 4 quarteirões, com o mesmo apoio que andara também  
em outrora. Sentiu-se bem e feliz por revisitar aqueles comportamentos 
tão aconchegantes que há tempos não se faziam presentes.

Pouco antes de dormir, sentiu o calor nas costas e 
entendeu, naquele exato momento, que o choro 
de alguns dias antes não era unicamente pela 
falta em si (e nem unicamente pela repetição de gestos 
similares) e sim pela ausência desse calor; calor que 
não queima, calor morno, calor de fora pra dentro, calor suave.


Tão bom quanto o fogo que queima 
é o fogo brando que se faz acolhida
para a carne viva, em chamas.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Dos (a)braços que acolhem

No domingo, tudo o que eu mais queria era poder te ver. Te abraçar. Chorar nos teus braços e ser acalentada por ti.
Meu lado místico entende que você captou minha mensagem, pois recebi a ligação dizendo que você me esperava no parque.
Corri pra la...mas não te achei .
A vontade era de tropeçar em alguma pedra pra poder chorar ali mesmo.
Chorar por toda a dor.
Chorar por toda a ausência.
Chorar pelas coisas que não tem sentido algum de acontecer sem você.
Chorar por todo o peso que a saudade tem adquirido.

Hoje, voltei do almoço e não teve nada melhor que ver você ali, falando qualquer coisa que não importava tanto quanto o abraço que você se permitiu ganhar.

Conversas, conversas e conversas.

Um abraço teu
Dois abraços teus
Vários abraços teus.
Teu silêncio afetuoso em resposta as minhas lágrimas carregadas de dor e saudade.
Teu passar de mão nos meus braços como quem diz "vai ficar tudo bem".
Teu coração batendo forte mostrando tudo que você não consegue falar.
Tua respiração profunda, de quem precisa manter a calma e o controle naquele momento.

Teu olhar,  teus gesto, teu carinho mais sutil:
Eu amo!

Gratidão pela acolhida, por se fazer ninho.
Perdoa (qualquer coisa).
{23:20 - 19.6}

sábado, 17 de junho de 2017

Da tentativa (frustrada)

Ontem eu tentei mais uma vez. Sem você. 
De novo. De outra forma. Com coisas parecidas. Mas sem você.
Não é a mesma coisa. Não tem sentido. Não tem importância pós fato.
Falta você. Falta teu jeito. Falta tua presença. Falta teus olhos brilhando.
Falta teu sorriso. Falta o teu interesse sincero. Falta tua energia.
Falta você aqui, enxugando minhas lágrimas que caem pela tua ausência.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Do autocontrole

"Encontros são inevitáveis. É, já tinha pensado nisso em algum momento, só que ontem vivi um desses encontros malucos que nos acontecem vez ou outra. Era para ser, tenho certeza disso. Em meio a tantas possibilidades, apareceu você que, de comum acordo, só o gosto pelos animais. Não ligo para o seu sotaque, nem me dei o trabalho de perguntar se você era daqui ou de qualquer outro lugar. Me vi desinteressada no teu interesse e, depois de uns papos, tragos e cigarros, dei uma quedinha por você. Foi uma noite longa e de resistência. Não escutei direito sobre o quê você falou enquanto eu tentava dormir. Chega pra lá, querido, só estou cansada, quero dormir. Não sei o que houve, se te dei algo mais que atenção e o que diabos estava fazendo na sua cama. Só estava. Foda-se, me passa a batata e sai pra lá com esse cigarro barato. Tua conversa me atrai, mas tenho que ir embora. Nem um beijo, nenhuma vontade de recuo, mas sou meio capricórnio, entende? Resisto e finjo que não estou nem ligando. Chego em casa, repenso no que houve, no que não houve e no que nunca haverá. Essa coisa louca que nós somos não vai passar disso. Como sei? Eu não sei. Mas é preciso. Não ta dando para arriscar no momento, apesar de você ser tentador. Por essas e outras que vamos continuar na casualidade de uma relação amigável. Porquê, meu caro, passando disso é muito perigoso. E ainda sou muito nova para me queimar em um fogo que não se apagará tão facilmente. Até terça."

Escrito por Mona Saunders
Madrugada de domingo
pra segunda-feira

domingo, 21 de maio de 2017

Da lentidão como algo bom

Ontem eu tive outro estalo!
Dessa vez o tempo não parou, a voz não sumiu, eu não me ausentei do lugar físico em que estava. Pelo contrário: tudo ali estava vivo, vivo demais, real demais, palpável demais.

Ontem eu fui convidada a ir devagar, "sem pressa".
Aceitei o convite. Devagar. Devagar (também) se vai ao longe.
Todas as perguntas foram respondidas positivamente.

Antes, lá no início de tudo, eu não tinha ideia de como deveria ser.
Com o passar do tempo, aprendi a ser devagar apenas por instantes e ágil na maior parte do tempo.
Não tenho do que reclamar, pelo contrário: sempre foi maravilhoso!

Mas ontem, apenas ontem, recebi o convite de ser diferente.
"Devagar, sem pressa".
E eu fui! E foi diferentemente muito bom.

Olha esse caramujo aproveitando essa flor!
Olha a poesia na lentidão das coisas!
Sente, lentamente!


{dos textos que terminam por não ter
 como dizer mais do que já foi dito}

sábado, 20 de maio de 2017

Dos achados

Hoje de manhã eu fui a uma roda de capoeira; longe, sem conhecer o grupo, apenas na confiança de que não estava indo sozinha.
O contra mestre, organizador do evento, ficou conversando comigo por alguns instantes. No meio de sua fala, ele disse: "porque é muito difícil conseguir juntar alguém com a didática que lhe agrade e, ao mesmo tempo, ter uma amizade legal com o mestre/contra-mestre/professor e é isso que faz com que a capoeira não seja algo mecânico e sim uma família.

Quando o contra mestre estava falando sua frase supracitada, eu estava sorrindo (por dentro e por fora).

Hoje tivemos rodas de capoeira.
E foi um dia de alegria (e muito axé)
Gratidão aos envolvidos.

sábado, 13 de maio de 2017

De hoje

- Pontualidade;
- Encantamento com a jardineira;
- Alegria com os itens de perfumaria;
- Sorriso grande com os chocolates;
- Gratidão, Gratidão, Gratidão;
- Ansiedade divertida com a espera na praça;
- Surpresa pela não permanência na praça;
- Curiosidade controlada com o novo destino;
- Tranquilidade e aceitação de que os cachorros não iam pra cima das comidas;
- Demonstração de afeto;
- Felicidade com todos os quitutes;
- Perplexidade com a quantidade de comida;
- Vegan Day
- Jogo de capoeira;
- Banho de sol;
- Sorrisos;
- Descanso;
- Água de emoções;
- Conversas animadas;
- Cócegas;
- Limpeza facial;
- Controle dos impulsos;
- Consenso natural para ir embora e ir ao próximo destino;
- Escuta atenciosa;
- Gratidão, Gratidão, Gratidão;
- Despedida tranquila;
- Ligação inesperada;
- Pedido surpreendente;
- Preocupação e cuidado com a chegada;
- Atitude prudente e mais responsável;
- Dia Feliz!!!!!

Feliz ciclo novo, com todo o Amor do mundo =)

terça-feira, 9 de maio de 2017

Da genética (ou Daquele gene dominante que age como duplo recessivo em você)

Você cresce sabendo o que aconteceu, vendo a história se repetir na sua geração e deseja que aquilo não lhe aconteça.
Você se esforça pra que não lhe aconteça e, por uma perspectiva (que é aquela que mais importa) você consegue fazer com que não aconteça.
Você vê a historia se repetindo, mais uma vez, e continua firme no proposito de não deixar acontecer com você.
Você sabe que já aconteceu com você antes (por uma outra perspectiva, que importa(va) menos), mas você não ligava (tanto).
Hoje você liga, ainda liga menos para essa perspectiva secundaria que para a perspectiva principal...mas você liga!
Você deixou acontecer pela primeira vez, nesses últimos tempos, por alimentar uma leve ilusão de que "não era bem assim" (mas, sejamos sinceras, você sabia que era assim, sim).
Acabou acontecendo de novo! Você tinha um discurso pronto para impedir que acontecesse, mas não o fez. Você tinha a possibilidade de parar a história no meio (ou no começo mesmo, não é?), mas não o fez. Você ainda teve a opção de respirar fundo e evitar, mas você respirou fundo e foi...

Fim do espetáculo, você vai para os bastidores e fica pensando por que está participando dessa história. Você lembra da genética, do meio em que viveu, dos exemplos que teve durante toda a vida, de tudo que você abominou mas que nunca abominou por completo.
Te foi dito, ainda ontem, que esse olhar sob a genética pode ser uma forma de te prender ou de te libertar, dependendo de como você vai usar aquilo pelo que passou na vida.

Fazer o papel principal nessa peça, te trás muitas responsabilidades e é por isso que você não quer, não aceita e nunca procurou ocupar essa posição.
Fazer o papel secundário te trás o pensamento quase errôneo de que a responsabilidade é menor.

Lembra: o papel principal só atua na presença dos secundários; tua presença é quase tão importante quanto a outra.


Você sabe que não vai lembrar disso; pelo menos, não enquanto
estiver em cima do palco, mas é importante deixar registrado.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Das músicas autorais

Já passa da meia noite.
terminei de ver um filme qualquer que estava salvo no HD e comecei a abrir umas pastas, de modo aleatório. Pulei as pastas de fotos, porque já tinha visto outro dia...fui descendo para os arquivos soltos e cheguei nas músicas autorais.
Achei que conseguiria ouvir apenas com um sorriso saudoso no rosto, mas não consegui.
As lagrimas apareceram já nos primeiros acordes de "Me ouviu", seguiram com "Quando o sol se pôr" e perderam -totalmente- o controle com "Filho pródigo".
Ainda consigo cantar todas e lembro de quando elas foram apresentadas: janeiro de 2015, com o violão na mão e um caderno de anotações ao lado. Os sorrisos e olhos brilhando de admiração também estavam presentes e se contrapunham à hesitação e timidez.

As músicas são tão significativas.
O filme na minha mente é tao claro e lúcido...
Respiro profundamente, na tentativa de expandir meu coração e fazer com que o sentimento vindo com a musica se dilua dentro dele. Tentativa não alcançada: o sentimento não se dilui, ele domina todo o espaço por onde deveria se perder.

Há uma Luz forte que aparece, no meu lado direito, quando eu fecho os olhos.
Que ela se expanda. Que as músicas voltem a fazer sentido. Que a Vida também.

{8.5 - 00:45}

terça-feira, 2 de maio de 2017

Do trabalha'dor

Eu me mudei nesse primeiro de maio. Juro que não foi de caso pensado [não no sentido filosófico da coisa], mas que data mais certeira, não é?
Primeiro de maio, dia do trabalhador
Trabalha'dor
Trabalha a dor

e, olha, não foi fácil trabalha-la.

Cada coisa colocada nas caixas me trazia lembranças.
As roupas dobradas com cuidado; os perfumes; os utensílios da cozinha; os papeis (ahhhh, os papeis!!!); os gadgets; os livros (e as dedicatórias); os sabonetes; os artigos espiritualistas...

Cada cômodo desocupado me trazia lembranças.
Os banhos quentes no banheiro; os filmes regados a pizza, pasteis e pipoca no quarto; o corredor com a cadeira encostada na parede; a sala com tantas surpresas e conversas e jantares e danças e estudos; a cozinha com os aromas e felicidade; a área de serviço com os questionamentos irônicos sobre o Shaman e Leona; o escritório, com as meditações, o silêncio e incensos acesos. Apenas o segundo quarto não me trás boas lembranças e sensações.

Ver aquele imóvel vazio doeu bastante...trabalhador, trabalha'dor, trabalha a dor.

Trabalho, todos os dias.
{2.5 - 13:54}

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Da insuficiência

eu acabei de ler um texto que fala que a cura da vida é o Amor.
não foi o primeiro texto e, com certeza, não será o último.
enquanto pensava nisso, lembrei que tem músicas que falam disso também.... e lembrei de "Baba Nam Kevalam". estou ouvindo agora...uma gravação direto do Visão Futuro, naquela sala de meditação.
sabe, todos esses textos, que chegam a mim, que falam do Amor como cura universal, ainda me tocam tanto e me doem tanto. eu só consigo sentir que por mais que eu tenha tentado contribuir com a tua cura, eu não consegui plenamente.
que por mais que eu tenha dado o meu melhor, ele não foi o suficiente.
que por mais que eu tenha me esforçado para ser melhor, não foi o suficiente.
todas as tentativas, todas elas, não foram suficientes.
toda a entrega, todo o cuidado, toda a doação, não foram suficientes.
...

BABA NAM KEVALAM
(ouve?)

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Do estalo

Uma pequena demonstração dos toques do berimbau.
Toque um, toque dois, toque ... minha mente teve um estalo!
Passaram milhares de coisas ao mesmo tempo. Tão rápido e tão real que eu não consegui visualizar tudo ao mesmo tempo.
Parei. Não havia mais toque de berimbau. Não havia mais fala. Não havia mais horário.
Havia, unicamente, meu cérebro e minha alma tentando acompanhar aquele fluxo de energia que surgiu como se fosse do nada e tomou conta de tudo (em mim).
Nenhum raciocínio se concretizou. Nenhuma ideia se formou claramente naqueles instantes. Mas o estalo ficou. A sensação de que algo havia mudado estava presente.
A realidade voltou. O som do berimbau voltou. O barulho da cidade grande voltou. A fala voltou. A consciência voltou praquele momento físico.
A sensação continuava dentro do estalo ainda não identificado.
Nesse exato momento, são 01:39, vem flashes do passado. Nenhuma relação concreta com o estalo daquela manhã.
O estalo daquela manhã ...
Estalo compartilhado com uma, duas, três pessoas. Todas comemoraram, mesmo ele não tendo sido explicado perfeitamente por mim....era mais um processo que se iniciava, foi o que eles pensaram [provavelmente] e, sim, era!
Por que? Por que? Por que?
Ainda não fez nem um mês do episodio e a lembrança é simplesmente que houve um momento de ausência de consciência para com a nossa realidade "normal".

...

Quantas repetições [ou situações parecidas com a] desse momento são necessárias para o estalo ser compreendido em sua plenitude?

Gratidão, Jack Sparrow

terça-feira, 11 de abril de 2017

Das percepções

Aquele cheiro tão característico, tão fácil de sentir em vários pedaços de pano, sumiu.

Inocentemente, eu achei que ele iria permanecer. Não permanecer pra sempre, mas permanecer pelo menos por um tempo em que eu tivesse a oportunidade de percebe-lo deixando de existir ... aos poucos.

Hoje vi, assustada, que não permaneceu; (pior,) mudou completamente.
Voltou a ser como era antes.

Antes de você 
entrar em mim 
por completo 

{10.4 - 17:05}

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Das referências

Uma empada de alho poró a caminho de casa.
Um açaí desviando do caminho de casa.
Um sanduíche para depois voltar pra casa.
Um macarrão antes de andar muito para chegar em casa.
Um pastel e torradas para não voltar pra casa.

{5.4 - 07:34}

domingo, 9 de abril de 2017

Daquilo que (não) se pede

Há um pouco mais de três meses, eu não te pedi pra esperar.
Achei que não era preciso. Achei que você faria isso naturalmente.
Erro meu.
Erro se {....} Deixa pra lá.
Você também não me falou, instantaneamente, que não esperou (mas, sim, eu sei, não era necessário falar).

Passado um pouco mais de uma semana do novo inicio de ciclo, eu entendi você não ter esperado.
Eu já tinha entendido, é verdade, mas entendi mais ainda. Entendi quase que por completo.
"Quase que por completo" porque eu sei que eu nunca vou entender sua cabeça plenamente, porque eu sei que eu nunca vou acompanhar sua linha de raciocínio, seu modo de agir, suas motivações de modo mais pleno como gostaria.
Mas eu te entendi, no dia que você me contou e semanas depois também.

Hoje você me pediu para esperar.
Mesmo sabendo que era egoismo, mesmo já tendo dito antes que eu não precisaria esperar.
...

Será que você vai entender se, algum dia, eu chegar e te contar que não esperei também?

{3.4 - 16:47}

sábado, 8 de abril de 2017

Da distância

Era madrugada de domingo para segunda.
Já havia passado uma semana desde então.
Houve choro, houve preocupação, houve sentimento de culpa (quase sempre há).
Houve, também, ausência do medo em relação a própria segurança. Houve sonos forçados, desde o primeiro dia. Houve companhias, presentes fisicamente e energeticamente. Houve tranquilidade por todos os dias em que se entrou e se saiu.
Houve distância, daquelas que não se mede só em metros.


A insônia é um dos métodos mais covardes que a mente usa pra chamar a atenção

{28.3 - 11:58}

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Do não gostar


"Eu não gosto de você, Papai Noel", começava assim um monologo teatral visto em dezembro de 2016.

Eu não gosto de vocês,

Brigadeiro em cima da mesa,
Desinfetantes roxos,
Canecas brancas coloridas por dentro,
Pia com louças de ontem,
Silêncio grito,
Porta fechada,
Ruas da cidade desbravadas a pé,

{texto inacabado - inicio de março - meio da tarde}

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Do dicionário

1.
bitransitivo e pronominal
pôr (algo, alguém ou a si próprio) sob a guarda ou os cuidados de pessoa, instituição etc., em quem se tenha confiança.
"confiamos-lhe as chaves de nossa casa"

2.
bitransitivo
entregar (a alguém ou a algo) a responsabilidade de um trabalho, missão etc.; incumbir.
"confiou-lhe a educação dos filhos"

3.
bitransitivo
revelar [a alguém] (sentimentos íntimos, segredos, informações confidenciais etc.).
"não confie suas inquietações a ninguém, sob pena de desmoralizar-se"

4.
transitivo indireto e intransitivo
acreditar na sinceridade e nas boas intenções de (alguém); crer.
"c. nas palavras do presidente"

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Do conto

Morrera várias vezes nos últimos tempos. Final de janeiro, abril, maio, agosto, outubro, abril, agosto, outubro, final de novembro. Algumas vezes, morrera apenas uma vez: aos olhos dos outros. Outras, morrera duas vezes: aos olhos dos outros numa primeira instância e aos próprios olhos numa segunda instância.

A morte única não dá espaço para que o renascimento seja observado. É tudo muito rápido, renasce enquanto já se está fisicamente de pé. Há tropeços por acreditar que já se sabe andar perfeitamente. E há quedas porque os olhos ainda não estão plenamente abertos para enxergar.

A morte dupla dói duas vezes, machuca duas vezes e demora muito mais tempo, mas permite observar a preparação para o renascimento. Aqui existe a morte quase que total e, depois, há um feto se mexendo. Todos os fetos são frágeis, mas não devem acreditar ser por causa da bolsa que o envolvem.

A última morte deveria ter sido apenas uma morte, mas transformara-se em duas. Já se vê, da morte lenta, os indícios de renascimento.

Vem, Pequeno Grande Ser, estamos te esperando.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Da ficha (começando a cair)

Na tarde de 1º de janeiro, enquanto conversava com uma das minhas melhores amigas, ela reforçou: "Cuidar de mim", "Ser feliz por conta própria"...
Então...temos: os sucos naturais; os pratos naturais feitos em 15 minutos; os mantras cantados em voz alta; as conversas com todo mundo; o hidratante de açaí, os dentes escovados; os banhos; a plaquinha nos dentes; o corte de cabelo; os passeios com o Shaman; as compras no supermercado; as conversas com a Leona; o ventilador ligado; os momentos "legaizinhos" de descobertas; as comprinhas na internet; os livros; os textos no blog.
Está por vir: a Raquel; o Gita; o templo; o Ferret; a autohemo; a socialização; o GCB; as reflexões; a busca pelo caminho do meio; a leitura das apostilas; a meditação; a aceitação, o perdão; o não se importar; o equilíbrio; o altar; a automassagem ... 

Que eu consiga! Que a ficha continue movendo as engrenagens certas.