terça-feira, 28 de novembro de 2017

Dos Cristais

27 de Novembro!!!

Poderia ser o marco de mais um ciclo completo, mas este último foi interrompido.
Poderia (deveria?!) ser um ciclo pra vida toda, mas:

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra

Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.

Eu precisei sair do caminho porque elas continuaram lá.
Entre tantas pedras, tão caras e sem valor, havia também os cristais. 
Eles - tão belos, tão fortes, tão marcantes e expressivos, tão cheios de significados, tão puros - permanecem cravados aqui.

Às vezes, eles ficam encobertos pela terra dos novos caminhos experimentados.
Às vezes, o vento da saudade tira essa terra e derrama água salgada por cima, deixando-os mais brilhantes e vívidos.
Às vezes, a visão panorâmica do cenário permite vê-los misturados com as pedras: temos uma explosão! 
Fumaça. Brilho. Perigo. Segurança. Certezas. Dúvidas. Entrega. Reclusão. Presença. Sumiço. Calor. Frio. Fome. Prazer. Claridade. Escuridão. Silêncio. Barulho. Preto&Cinza. Vermelho&Verde.

Cristais são sempre lindos.
Que somente eles permaneçam.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Do habitat natural

O contato!!! com a natureza, as águas, os animais, o ar, as plantas e as pessoas.
A magia do lugar, o encanto com as pedras,  com a energia, com o ritmo lento.
A água quente, o chão firme, o açaí de qualidade, o som dos pássaros.
A conversa com os hippies, com as companheiras de quarto, com os companheiros de aventura.
O olhar de encanto para cada parte que se olhava, o sorriso nos lábios por cada expressão divina encontrada, a felicidade de estar presente no momento.

A Gratidão, pelo final de semana inesquecível.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Das formas e formas

 
~ A questão é que quando é bom, é MUITO bom 
e quando é ruim, é MUITO ruim. {F, R.}

~ Eu sei que você até que tem lidado "bem" (...)
mas é impressionante que toda vez eu sinto 
uma especie de inconformação {S, E.}

~ Porque, mesmo querendo fazer o bem,
acabou-se causando o mal.  {M, V.}

That some make it, mistake it
(Que alguns conseguem, alguns erram)
Some force and some will fake it
(Alguns forçam e alguns irão fingir)
I never meant to let you down
(Mas eu nunca quis te magoar)
Some fret it, forget it
(Alguns se preocupam, alguns esquecem)
Some ruin and some regret it
(Alguns estragam tudo e alguns se arrependem)
I never meant to let you down
(Mas eu nunca quis te magoar)
I never meant to let you
(Eu nunca quis te deixar)
I never meant to let you down
(Eu nunca quis te magoar)
I never meant
(Eu nunca quis)

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Dos espaços

Ei, vem cá, me conta como está sendo essa correria. Me conta como estão sendo esses dias de trinta e seis horas totalmente preenchidos.
Você percebe que não há mais tempo para aquilo que chamávamos de nós? Para todos os planos e ideias que tínhamos em conjunto? Para aquele descanso básico de 10 minutinhos na cama olhando pro teto (sim, eu sei que virava meia hora, uma hora e -as vezes- até a madrugada inteira)
Sim, claro, eu sei que tudo é uma questão de prioridade e que -quando a gente quer- a gente consegue se organizar pra fazer todas as coisas que queremos...mas olha esses dias de seminário, olha as coisas que abrimos mão para que pudéssemos aproveitar ao máximo os momentos que aproveitamos.
Não, claro que não foi ruim; foi MA-RA-VI-LHO-SO. Mas, consegue perceber que aquilo não somos nós em nossas rotinas?!
Não há mais espaço, percebe?

Vem cá, me conta como é passar o dia com a mente ocupada; planejando, organizando, fazendo propaganda, dirigindo de uma cidade para outra. Me conta quantos segundos leva pra você desfocar o pensamento e as emoções de nós dois e se focar novamente nos seus planos, nas suas metas, nos seus desejos mais ambiciosos.

Eu sei que você olha pra mim e pensa que minha vida é super ocupada, super cheia de atividades, de afazeres, não é?! Não, não é! Tirando as aulas que tenho a noite e a caminhada que faço depois dela, não há um só momento em que eu esteja entregue 100% ao presente. As oito horas de trabalho sempre conseguem se transformar em séculos naquele exato momento em que eu paro e penso nas coisas (nas boas e nas ruins).
Em casa, seja lendo um livro, vendo Netflix ou organizando algo, eu consigo me conectar com o passado. Lamento e ainda me culpo. Eu sei da sua gratidão e eu sou grata também.

{...}
[texto interrompido]

Lembra que, independente de qualquer coisa,
o sentimento Maior permanece. SEMPRE.

YLI

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Do (para o) além

Foram sete meses, de calendário.
pareceram sete anos
pareceram sete dias

Foi um final de semana.
pareceu perfeito

A entrega, a ausência de medo momentânea, as certezas, os olhares, os toques, os outros toques, os sorrisos.

A ausência de panos quentes, a saudade, a vontade, o reencontro, os ombros, o coração desenhado, a reconexão física.

A submissão recíproca, o presente (tão grande), as mãos dadas, os sorrisos com os olhos, o calor sentido por todos os lados, o prazer sentido várias vezes.

A água quente, o cuidado, a lentidão, a admiração, as frases especiais, a finalização de sempre.

O descanso, o calor ameno, a respiração, o abraço que não se desfaz por horas.

(O êxtase individual por meio do olhar profundo)

À Poesia.
Ao Amor.

GRATIDÃO.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Do acordo cumprido

Demorou (mais de) dez anos até que fosse cumprido.
Algo que não havia mais muita esperança de que fosse ocorrer.
Algo que sempre era lembrado em meio às conversas.
Algo que "era tudo brincadeira" (mas sempre (nunca) foi, não?!).

Praia e banho de mar, água de coco e esfirras.
Há uma música de fundo; mas, em pouquíssimo tempo, ela deixa de ser escutada.
Vê-se um brilho, encontra-se um ar de pura satisfação: parabéns, foi tudo bem sucedido.

Nunca se saberá o "como teria sido se fosse". Mas sabe-se o que se ganhou pelos anos passados.
Em uma palavra escutada: Mágico.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Da exposição

Os dedos coçaram a tarde toda para escrever algo.
"Deixe coçar", foi o conselho dado (e posto em prática).
Uma pergunta no final da tarde. Uma resposta. Uma confissão.
"Fale agora", foi a percepção.
Os dedos dispararam. Tudo aquilo já falado pra terceiros, foi falado diretamente. Os pensamentos, as sensações, os medos, as vontades, as falhas, as perguntas em forma de afirmações. Foi uma hora de escrita, com poucas interrupções.
"Se apresse para não se atrasar", foi o lembrete mental.
Despediu-se. Recebeu uma despedida que parecia não deixar espaço para a posteridade.
"Aproveite"
{Texto inacabado.
Madrugada de 3ª pra 4ª
Escrito após uma semana de silêncio}