quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Do dicionário

1.
bitransitivo e pronominal
pôr (algo, alguém ou a si próprio) sob a guarda ou os cuidados de pessoa, instituição etc., em quem se tenha confiança.
"confiamos-lhe as chaves de nossa casa"

2.
bitransitivo
entregar (a alguém ou a algo) a responsabilidade de um trabalho, missão etc.; incumbir.
"confiou-lhe a educação dos filhos"

3.
bitransitivo
revelar [a alguém] (sentimentos íntimos, segredos, informações confidenciais etc.).
"não confie suas inquietações a ninguém, sob pena de desmoralizar-se"

4.
transitivo indireto e intransitivo
acreditar na sinceridade e nas boas intenções de (alguém); crer.
"c. nas palavras do presidente"

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Do conto

Morrera várias vezes nos últimos tempos. Final de janeiro, abril, maio, agosto, outubro, abril, agosto, outubro, final de novembro. Algumas vezes, morrera apenas uma vez: aos olhos dos outros. Outras, morrera duas vezes: aos olhos dos outros numa primeira instância e aos próprios olhos numa segunda instância.

A morte única não dá espaço para que o renascimento seja observado. É tudo muito rápido, renasce enquanto já se está fisicamente de pé. Há tropeços por acreditar que já se sabe andar perfeitamente. E há quedas porque os olhos ainda não estão plenamente abertos para enxergar.

A morte dupla dói duas vezes, machuca duas vezes e demora muito mais tempo, mas permite observar a preparação para o renascimento. Aqui existe a morte quase que total e, depois, há um feto se mexendo. Todos os fetos são frágeis, mas não devem acreditar ser por causa da bolsa que o envolvem.

A última morte deveria ter sido apenas uma morte, mas transformara-se em duas. Já se vê, da morte lenta, os indícios de renascimento.

Vem, Pequeno Grande Ser, estamos te esperando.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Da ficha (começando a cair)

Na tarde de 1º de janeiro, enquanto conversava com uma das minhas melhores amigas, ela reforçou: "Cuidar de mim", "Ser feliz por conta própria"...
Então...temos: os sucos naturais; os pratos naturais feitos em 15 minutos; os mantras cantados em voz alta; as conversas com todo mundo; o hidratante de açaí, os dentes escovados; os banhos; a plaquinha nos dentes; o corte de cabelo; os passeios com o Shaman; as compras no supermercado; as conversas com a Leona; o ventilador ligado; os momentos "legaizinhos" de descobertas; as comprinhas na internet; os livros; os textos no blog.
Está por vir: a Raquel; o Gita; o templo; o Ferret; a autohemo; a socialização; o GCB; as reflexões; a busca pelo caminho do meio; a leitura das apostilas; a meditação; a aceitação, o perdão; o não se importar; o equilíbrio; o altar; a automassagem ... 

Que eu consiga! Que a ficha continue movendo as engrenagens certas. 

sábado, 31 de dezembro de 2016

Da última mensagem recebida no ano


Tenho andado distraído
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente
Estou tão tranquilo
E tão contente

Quantas chances
desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém

Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia

Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira

Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo

Já não me preocupo
Se eu não sei por quê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você

Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos

Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?

Me disseram que você
estava chorando
E foi então que percebi
Como lhe quero tanto

Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você

Foi recebida com choro e com Amor

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Do trabalho fora do trabalho

          Ontem, dia 22, não iríamos trabalhar no expediente normal. Meu plano era terminar minha reunião semanal aproximadamente às 13:30 e ir pra casa. Eis que meu celular toca e eu tenho um novo compromisso "daqui a meia hora".
          O objetivo inicial era só pegar um documento, mas durante os momentos finais da reunião me veio a Luz de ir além.  Peguei o documento um pouco antes de 14h e comecei a trabalhar...trabalho árduo, por todos os ângulos ... apenas um pouco depois das 20h que a parte teórica estava aparentemente concluída. 
          Quase às 22h foi dado início a parte pratica do trabalho e perto de 1h da manhã o trabalho especifico estava finalizado.
          Foi cansativo, foi  exaustivo, foi desgastante, foi desesperador em alguns momentos...mas deu certo, graças a Deus {Gratidão, Gratidão, Gratidão}.
          Faria esse trabalho mesmo se já soubesse, de verdade, o quão difícil seria.
          Valeu a pena. Estou me sentindo como a moça aí da foto.
          Que continue valendo
Gratidão {Senhor}, Gratidão {Senhor}, Gratidão {Senhor}

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Da memória

     Sábado passado eu troquei a roupa de cama. Coloquei aquele conjunto cinza com preto feito de um tecido super gostoso, sabe? Ele era novo até aquela data do segundo comparecimento. Eu sempre tive essa lembrança na memória, mas só sábado que ela resolveu aparecer (com força).
     Na segunda feira eu achei (não estava perdido, em verdade) o "pó de sim" e sorri por rever a cena que fez com que ele tivesse a importância e significado emocional que tem para mim.
     Não sou apegada a nenhuma das ametistas, exceto por aquela que tem forma de pirâmide e que me foi dada de modo especial justamente por ter essa forma.
     Eu encontrei o botton dentro da caixa de sapato e, agora, ele está dentro da caneca (impossível de ver em condições normais).
     A mesinha de vidro está mais clean. Como resolver isso?
     O chuveiro. O trabalho para por a cortina. O Shaman me esperando na porta. As prateleiras que foram colocadas. A passagem no corredor com direito a marcha ré. A caixinha vermelha. A caixinha vermelha. A caixinha vermelha. Os óleos de março. O calor. O açaí e o sorvete. A jardineira ("jadinêra jadinêra jadinêraaa"). 
     Tem coisa que se reage sorrindo, tem coisa que se reage chorando (mas o sentimento é um só).

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Do comentário na postagem da lua minguante

Pessoa que comentou no meu texto da lua minguante,
Oi, tudo bem por ai?
Eu não tenho certeza de quem é você e não sei o motivo de você ter comentado anonimamente no meu blog, mas tudo bem.
Só criei essa postagem pra dizer que TODAS as minhas postagens são relativas a momentos presentes...não sei se você quis apenas brincar com as palavras ou se você realmente achou que eu falava de uma época mais distante (provavelmente com você, não sei)...NÃO É, tá?
No mais, dessoterre! Dessoterre mesmo, faz bem ;)